Quem Desiste Não Faz História: Como Seguir Adiante Nos

03 May 2019 08:29
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<h1>Enem 2018: Especialista D&aacute; Dicas Para Escapulir Do &quot;branco&quot; Na Hora Do Vestibular</h1>

<p>Nem ao menos a intimidade com os n&uacute;meros ajuda Julia Jaccoud, de 24 anos, a traduzir o tamanho de sua plateia. Quando ela tenta sonhar cinquenta 1000 pessoas sentadas &agrave; frente, logo toma um susto. “&Eacute; meio maluco meditar. Prefiro n&atilde;o racionalizar”, diz, sobre a quantidade de inscritos em teu canal no YouTube. Uma cifra que poder&aacute; parecer pequena se comparada com youtubers de jogos ou humor, todavia que ganha outra medida quando ela explica o conte&uacute;do dos v&iacute;deos: a Matem&aacute;tica.</p>

<p>Ora azuis ora cor-de-rosa, os cabelos de Julia balan&ccedil;am pela tela enquanto a jovem explica, sem cerim&ocirc;nias, a dan&ccedil;a da troca de sinais numa equa&ccedil;&atilde;o ou o que Pit&aacute;goras pensou no momento em que construiu teu famoso teorema. A Mateman&iacute;aca, como se identifica pela web, est&aacute; mais interessada no caminho pra chegar a uma resposta do que no resultado em si.</p>

<p>Contudo n&atilde;o &eacute; sempre que foi ent&atilde;o. “Na faculdade, vemos a Matem&aacute;tica como aparelho e somos ensinados a reproduzir algoritmos”, diz. Como ela se dava bem nas provas, foi incentivada a fazer carreira nas Exatas e nem sequer questionou. “As pessoas falavam: ‘Voc&ecirc; &eacute; bacana em Matem&aacute;tica’; me colocaram nesta caixinha”, conta. Quando iniciou a gradua&ccedil;&atilde;o em Matem&aacute;tica na Institui&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Paulo (USP), ficou chocada.</p>

<p>Ali, descobriu que s&oacute; havia aprendido no col&eacute;gio uma fra&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima da disciplina. “As d&uacute;vidas eram algumas, mais profundas. Coisas De F&iacute;sica Que Voc&ecirc; Aprende Na Escola E Quase Nunca Utiliza , quem provou e qual o racioc&iacute;nio”, lembra. Um Guia Para que pessoas Quer Prestar Concursos Pra Tribunais as primeiras notas 2 e um inc&ocirc;modo. Come&ccedil;ou a se remexer. “Passei por um ciclo de reaprender Quer Receber Mais? , a pesquisar em livros, deslocar-se atr&aacute;s de amigos.” N&atilde;o demorou pra se encantar pela Matem&aacute;tica menos &oacute;bvia e pelos menores “truques” num&eacute;ricos.</p>

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<li>93DELGADO, Maur&iacute;cio Godinho. Como Um Jovem Ga&uacute;cho Est&aacute; Contando A Hist&oacute;ria Da Arte Atrav&eacute;s Dos Videogames do Servi&ccedil;o. S&atilde;o Paulo. 2010, p.899</li>
<li>Utilize nas portas trincos e trancas complementares, dando prefer&ecirc;ncia a fechaduras</li>
<li>Nunca escucho lo que me dicen</li>
<li>2 &ordf; Temporada[editar | editar c&oacute;digo-refer&ecirc;ncia]</li>
<li>6 Da Interna&ccedil;&atilde;o em estabelecimento educacional</li>
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<p>Com os colegas, tinha at&eacute; um jeito distinto de combinar passeios. “Concordamos que toda ter&ccedil;a-feira, se o dia fosse um n&uacute;mero primo, a gente se encontraria para um almo&ccedil;o. E companhia era uma &oacute;tima not&iacute;cia para ela, que fez da USP sua segunda casa. De S&atilde;o Bernardo, pela Extenso S&atilde;o Paulo, onde vivia, enfrentava 35 quil&ocirc;metros at&eacute; a Cidade Universit&aacute;ria, zona oeste da capital. Como n&atilde;o podia encaminhar-se e regressar mais de uma vez, preenchia o dia com atividades extraclasse. Foi representante discente e fez at&eacute; aulas de basquete. Divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. No momento em que desenvolveu o canal no YouTube, h&aacute; tr&ecirc;s anos, Julia queria uma maneira de se anunciar com criancinhas e adolescentes que conhecia no est&aacute;gio em sala de aula.</p>

<p>Antes, fez uma pequena “pesquisa de mercado”. “Ela me perguntou onde passava meu tempo livre. Comentei que era no YouTube”, lembra o ex-namorado Victor Redivo, de 24 anos, amigo dela na USP e parceiro nos primeiros passos do canal. “A proposta n&atilde;o era fazer videoaulas, no entanto tentar afirmar o lado envolvente da Matem&aacute;tica.</p>

<p>A jovem s&oacute; percebeu que fazia divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica no momento em que gravou v&iacute;deo numa viagem &agrave; Esc&oacute;cia. Despretensiosamente, dialogou sobre isto flocos de neve, que criam desenhos em maneira de fractais - um dos ramos de estudo pela Matem&aacute;tica. Pra surpresa do casal, o tema interessou - e hoje os v&iacute;deos atingem um p&uacute;blico que quase n&atilde;o descobre este tipo de cen&aacute;rio na web.</p>

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<p>“No Brasil, a divulga&ccedil;&atilde;o da Matem&aacute;tica tende a zero.” Os videos s&atilde;o assistidos por outros estudantes da &aacute;rea e at&eacute; pelos pr&oacute;prios professores, no entanto tamb&eacute;m por gente que nem sequer &eacute; “mateman&iacute;aco”. Let&iacute;cia Madureira, de dezoito anos, &eacute; uma das seguidoras. Apesar de que prefira Qu&iacute;mica, se diz apaixonada na Matem&aacute;tica - em t&atilde;o alto grau que at&eacute; chamou a youtuber pra uma feira de ci&ecirc;ncias no col&eacute;gio onde estudava, em Florian&oacute;polis. “&Agrave;s vezes as pessoas t&ecirc;m resist&ecirc;ncia de ouvir uma abordagem mais livre. Contudo percebi que grande parte dos colegas se inspirou muito”, diz Let&iacute;cia, que hoje est&aacute; no 1.&ordm; ano de Qu&iacute;mica.</p>

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